Início

Boas vindas ao portal das Conversações Filosóficas

Aqui você pode conhecer mais sobre o projeto, entrar em contato e ver nossa agenda e o acervo completo de lives, entrevistas, vídeo-aulas e textos.
Participe também de nossas redes sociais

Conheça e se inscreva no canal

Conversações Filosóficas

 
Lives, Entrevistas e Vídeo-aulas

Se inscreva!Conheça o Canal

Conteúdos

Tendo como um de seus objetos de pesquisa as concepções de espaço em Newton, Leibniz e em mais de um momento da obra de Kant, José Luciano Marques apresenta nesta entrevista alguns dos princípios básicos que permitem distinguir essas várias concepções do espaço. Discutimos ainda as diferenças e proximidades entre filosofia e ciência, uma vez que o entrevistado também possui graduação e mestrado na área de engenharia. Por fim, debatemos sobre os injustos ataques que as universidades – em geral – e a filosofia – em particular – vêm sofrendo recentemente.

José Luciano Marques possui graduação em Engenharia Ambiental pela Universidade de São Paulo (2007), graduação em Filosofia pela Universidade Federal de São Carlos (2012), mestrado em Filosofia pela Universidade Federal de São Carlos (2015), mestrado em Engenharia Hidráulica e Saneamento pela Universidade de São Paulo (2010) e doutorado em Filosofia pela Universidade Federal de São Carlos (2020). Atualmente é professor substituto da Universidade Federal de Alagoas. Tem experiência na área de Filosofia, com ênfase em História da Filosofia Moderna, atuando principalmente nos seguintes temas: Kant, síntese, crítica da razão pura, intuição formal e dedução transcendental.

Qual é a origem da filosofia? Para o filósofo Renato Noguera, essa questão não é tão simples quanto parece, e a hipótese do surgimento grego não é a única das possiblidades. Existem, ao menos, duas outras: a de uma origem plural (teria surgido em vários lugares ao mesmo tempo, na Antiguidade), e a de uma origem no continente africano, tendo sido posteriormente herdada e apropriada pela cultura helênica. Trabalhando há diversos anos com evidências a esse respeito, Renato Noguera desenvolve (também a partir de diversas outras referências recentes) o conceito de “racismo epistêmico”, buscando problematizar a subvalorização de perspectivas filosóficas (antigas e atuais) africanas, indígenas e de todas as culturas não-ocidentais. Além disso de ser uma das principais referências na luta pela difusão do ensino de história e de cultura africana e indígena (que se fortaleceu com o advento da Lei 10.639/2003), Renato Noguera também desenvolve atualmente um projeto voltado para o ensino de filosofia entre as crianças, jovens e adolescentes.

Renato Noguera é Professor Associado do Departamento de Educação e Sociedade (DES), do Programa de Pós-Graduação em Educação, Contextos Contemporâneos e Demandas Populares (PPFGduc), Programa de Pós-Graduação em Filosofia (PPGFil) da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), Pesquisador do Laboratório de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Leafro), e, do Laboratório Práxis Filosófica de Análise e Produção de Recursos Didáticos e Paradidáticos para o Ensino de Filosofia (Práxis Filosófica) da UFRRJ; coordenador do Grupo de Pesquisa Afroperspectivas, Saberes e Infâncias (Afrosin), possui doutorado em Filosofia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Noguera também é ensaísta, dramaturgo, autor de literatura infantil e roteirista de animação (desenho animado).

Links:

Canal do YouTube “Nana e Nilo”.

Loja “Nana e Nilo”.

“Mulheres e deusas: como as divindades e os mitos femininos formaram a mulher atual?”

“O ensino de filosofia e a Lei 10.639”.

Artigos do Noguera no Blog Gaby Haviaras.

Qual o potencial de transformação da arte numa sociedade como a nossa? O pesquisador e curador Guilherme Altmayer desenvolve projetos que buscam mobilizar as artes e as ações estético-políticas de um modo propositivo, o que amplifica o próprio conceito de “arte” que comumente circula em nossa sociedade. Além disso, também está em relação com lutas minoritárias como as da comunidade LGBTQI+. Sua pesquisa acadêmica também propõe uma investigação do “arquivo histórico” que se constituiu na última década a esse respeito. Por fim, nossa conversa também abordou um pouco a influência das invocações tecnológicas e digitais que modificaram sensivelmente nossa vida em sociedade na última década.

Guilherme Altmayer é pesquisador e curador, doutor em design na linha de comunicação, cultura e artes pela PUC-Rio. Desenvolve pesquisa continuada em plataformas de arquivo digital para salvaguarda e ativação de práticas estético-políticas sexo e gênero dissidentes no Brasil na década de 2010. Foi um dos curadores da mostra ‘Os corpos são as obras’ em 2017, dentro do ciclo de arte e ativismo promovido pelo espaço Despina no Rio de Janeiro. Link para um de seus projetos.

Nesta live (que ocorreu no dia 11/05, às 19h), discutimos o livro de Leonardo Lima “Necropolítica do capital” (link abaixo). Dois conceitos principais foram debatidos: os de necropolítica e de neoliberalismo, sempre com vistas à compreensão da condição brasileira contemporânea. Convidados: Leonardo Lima – Fortaleza Luiz Manoel Lopes – Juazeiro do Norte Jorge Vasconcellos – Rio de Janeiro.

Com um pensamento que parte da esquizoanálise como principal referência teórica, o psicólogo Domenico Hur fornece uma análise bastante institigante da contemporaneidade. Temas como a dívida (Maurizio Lazaratto), o neoliberalismo, a ascensão do fascismo (ou do microfascismo) são abordados nesta entrevista

Domenico Uhng Hur é Psicólogo, mestre e doutor em Psicologia Social pelo Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo (USP), com estágio doutoral na Universidade Autônoma de Barcelona e pós-doutoral na Universidade de Santiago de Compostela (USC), Espanha. Professor associado de graduação e do Programa de Pós-Graduação em Psicologia da Universidade Federal de Goiás (UFG). Professor visitante do mestrado em Psicologia Social e do doutorado em Ciências Sociais da Universidade Pontifícia Bolivariana/Medelín (Colômbia). Secretário de pesquisas da Asociación Ibero-Latinoamericana de Psicología Política. Bolsista de Produtividade em Pesquisa (PQ-2) do CNPq. Autor e organizador de diversos livros de psicologia política, entre eles: “Psicologia, Política e Esquizoanálise” (Hur, 2018) e “Psicologia dos extremismos políticos” (Hur & Sabucedo, 2020).

Possui um blog com seus textos e outras informações, acessível por este link,


Durante a realocação temporária do Instituto de Frankfurt nos EUA, Adorno coordenou uma pesquisa empírica para investigar o nível de autoritarismo e de fascismo das pessoas que viviam naquele momento nos EUA. Os resultados dessa pesquisa foram bastante elucidativos a respeito do grau de autoritarismo encontrado numa sociedade que se apresenta como democrática, sob o modo de produção capitalista. Em sua tese, Deborah Antunes revisitou essa pesquisa empírica do Instituto de Frankfurt e também propõe alguns paralelos entre os “tipos sociais” investigados por Adorno e os que são encontrados em nossa sociedade atual.

Deborah Antunes possui Formação de Psicólogo e Licenciatura Plena em Psicologia pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho ? UNESP/Bauru (2005), Mestrado em Educação pela Universidade Federal de São Carlos (2008) ? graduação e mestrado realizados com bolsa FAPESP. É Doutora em Filosofia (2012) pelo PPG-Fil da Universidade Federal de São Carlos ? doutorado realizado com bolsa Capes. Realizou estágio doutoral na Universidade da Califórnia, Berkeley, como Visiting Student Researcher, sob a orientação do Prof. Dr. Martin Jay, com bolsa CAPES/PDEE entre Janeiro e Dezembro de 2011. É Professora Adjunta IV do Instituto de Cultura e Arte da UFC, e professora permanente do Programa de Pós-Graduação em Psicologia da UFC. É pesquisadora do PesquisaMus (Grupo de Pesquisa em Educação, Artes e Música), onde integra a Linha de Pesquisa Interdisciplinar “FilosofaMus”, líder do Grupo de Pesquisa “Nexos: Teoria Crítica e Pesquisa Interdisciplinar – Nordeste” e coordenadora do PRISMAS – Núcleo de Estudos em Teoria Crítica, Indústria Cultural e Psicologia Social. Pesquisadora/Bolsista Produtividade FUNCAP no Programa de Bolsas de Produtividade em Pesquisa, Estímulo à Interiorização e à Inovação Tecnológica ? BPI. Tem experiência em pesquisa na área de Psicologia Social, Educação e Filosofia, atuando principalmente nos seguintes temas: educação, tecnologia, preconceito, indústria cultural, estética, arte, formação e semiformação, teoria crítica da sociedade e pesquisa social empírica Um dos autores contemporâneos citados nesta entrevista é: Andrew Feenberg.

Links para acessar textos da autora: Por um conhecimento sincero no mundo falso: Teoria crítica, pesquisa social empírica e The Authoritarian Personality; Artigo “Big Data, exploração ubíqua e propaganda dirigida: novas facetas da indústria cultural“.


Muito se discutiu como ocorreu a relação de Michel Foucault com a Revolução Iraniana, e como se deu a construção do conceito de “espiritualidade política”, em relação com o de “revolta”, tal como concebido pelo autor. Buscando inserir as posições de Foucault com relação a esses acontecimento ao contexto de seu pensamento, a pesquisadora Lorena Balbino tece considerações também entre história e filosofia na obra do autor.

Lorena Balbino é Doutora em Filosofia pela Universidade Federal de São Carlos (2019). Graduada em História pela Universidade Estadual de Londrina (2011); é mestra em Filosofia pela mesma instituição (2015). Atua nas áreas de Filosofia Francesa Contemporânea (com ênfase no pensamento de Michel Foucault), Ética e Política e áreas afins às Ciências Humanas. É organizadora do livro: O enigma da revolta: entrevistas inéditas sobre a Revolução iraniana. São Paulo: n-1 edições, 2019.


A tese de Larissa Gondim, desenvolvida na área de Ética e Filosofia Política, propõe que a crise política que estamos vivendo é, antes de tudo, uma crise moral. Para definir melhor o que compreende por esse conceito, recorre a um leque muito amplo de autores, tais como: Hegel, Terry Eagleton, Gadamer, Agamben, Byung-Chul Han, John Rawls, Habermas, Honneth, Charles Taylor. Também conversamos sobre as relações entre o nível teórico em que suas ideias são desenvolvidas e a materialidade concreta do nosso presente histórico. A esse respeito, suas ideias buscam compreender melhor o que denomina como “fundamentalismo político”, que agora se atualiza em torno de uma figura simbólica e autoritária.

Larissa Cristine Gondim Porto é Doutora em Ética e Filosofia Política pela Universidade Federal de São Carlos. Mestre em Filosofia pela Universidade Federal da Paraíba. Mestre em Direitos Humanos pela Universidade Federal da Paraíba. Bacharel em Filosofia pela Universidade Federal da Paraíba. Bacharel em Ciências Jurídicas pela Universidade Federal da Paraíba. Professora do curso de bacharelado em direito do UNIFIP.

Links para acessar textos da autora: Tese de doutorado Uma teoria sobre tolerância: o conceito de tolerância na formação dialética da subjetividade; Artigo “Tolerância, securalismo e a ascensão do fundamentalismo”.


Maurice Blanchot foi um autor extremamente prolífico. Sua extensa produção, que contém desde ensaios críticos, romances e outras obras literárias, sempre possuiu uma dimensão filosófica. Tal dimensão foi pouco explorada até o momento. Contemplando todo o itinerário da obra do autor, de um modo bastante didático, Adriano Ferraz oferece uma introdução muito precisa dos seus principais momentos.

Adriano Ferraz graduou-se em Filosofia pela Universidade Federal de São Paulo – UNIFESP. Realizou iniciação científica acerca da relação entre epistemologia e poética na obra de Gaston Bachelard. Participou do Projeto de Extensão “Oficinas de Filosofia: caminhos e ações para a atuação do professor em sala de aula” com vistas a discutir os problemas da instauração da disciplina de filosofia no ensino médio e propor alguns caminhos aos docentes. Concluiu sua dissertação de mestrado com o título “A crítica das representações e a sintaxe de Foucault: Literatura e Subjetividade em As Palavras e As Coisas”. Interessa-se, sobretudo pela relação entre Filosofia, Literatura e Psicanálise. Participa do Grupo de Pesquisa acerca da filosofia da diferença na UNIFESP, que realiza, entre outros estudos, a leitura das obras de Gilles Deleuze. Atualmente, dedica-se ao estudo das relações entre Literatura e Filosofia da Diferença. Em agosto de 2014 iniciou seu doutorado sobre a relação da obra de Maurice Blanchot com a Filosofia da Diferença. Entre Agosto e Dezembro de 2017 realizou estágio na Universidade de Paris-IV sob a orientação de Eric Hoppenot pelo financiado pelo Programa de Doutarado Sanduiche da CAPES. Em Dezembro de 2018 defendeu sua tese de doutoramento com o seguinte título: “Para uma estética do desaparecimento em Maurice Blanchot: a diferença interna da morte, a forma vazia do tempo e como Gilles Deleuze empregou estes conceitos”.


Nesta entrevista, Deborah Guimarães apresenta alguns temas de suas pesquisas de mestrado e doutorado, envolvendo o pensamento de Martin Heidegger. Também apresenta uma perspectiva atual a respeito da situação em que estamos lançados na contemporaneidade, em tempos de pandemia e de proximidade maior com o perigo da morte. Por fim, tece considerações sobre o estatuto do ensino e da pesquisa em filosofia no nosso país e de sua importância.

Deborah Moreira Guimarães possui graduação (Licenciatura e Bacharelado, 2011), mestrado (2014) e doutorado (2019) pela Escola de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade Federal de São Paulo. Realizou estágio de pesquisa na Universidade de Freiburg (Alemanha), com bolsa de pesquisa do DAAD e da CAPES. É editora-chefe do periódico acadêmico Ekstasis (Qualis Capes B2). Tem experiência como professora de filosofia e sociologia nos ensinos fundamental e médio das redes pública e privada. Atua nas áreas de metafísica, hermenêutica e fenomenologia.

Social media & sharing icons powered by UltimatelySocial
Canal do YouTube
Instagram
Facebook
Twitter
Distribuição RSS